segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Adultério Olímpico

 Trair a esposa é um esporte. Isto tem todos os requisitos do mesmo: primeiro o tiro. Você precisa ser silencioso e sutil, como um caçador bêbado de veados do Arkansas. Ficar quieto empunhar a “pistola” e dar o “tiro”, e matar a “presa” na bunda. Outro requisito é velocidade, se você for rápido suficiente, chegará em casa a tempo, superando as marcas de qualquer mulato ou preto maratonista. E ainda vai dizer que o trabalho estava cansativo e o trânsito, um caos.


 Diferente dos outros esportes, tens que ter mais habilidades possíveis. Saber nadar caso, à sua amante tenha um marido furioso, e a casa deles se localize bem a beira de um rio (que as piranhas permaneçam na cama). E não deve ter a precocidade de um jogador de xadrez por tempo (aqueles que batem no relógio feitos loucos), caso tiver é um perdedor, não aguentar cinco minutos? Perdedor.

 Habilidades psíquicas também são importantes aqui. Uma graduação em psicologia pode fazer toda a diferença e lhe dar vantagens sobre aquela que você jurou amor eterno… até 100cm de nádegas, rebolando por ai. A especialização ideal: psicologia reversa: “amor você me levou a isso, não me dava carinho”, “eu estava errado”, “agi por impulso”.


 Em relação aos prêmios, medalha de ouro para o que conseguir ocultar mais amantes da esposa, prata e bronze, para o segundo e terceiro, consequentemente. Uma lenda deste esporte: aquele que se deita ao lado da sua esposa. Esteve em atividade de 1970 até 1982. Ganhou 5 medalhas em menos de cinco meses, e ainda bateu recordes. Como “corrida do marido armado”, “ménage à trois interracial”. E a condecoração solene “Perdoe-me amor”. De fato ele virou uma lenda.


 Pagar putas é uma contrarregra. É quando você assume-se incapaz de conseguir competir por excelência própria. O resultado disto: o banimento do comitê olímpico, preestabelecido por qualquer quinteto de amigos, que se encontram em uma singela mesa de bar. A tocha, um litrão.




 Para competir, é simples, basta ser homem, e pronto. A quantidade de riquezas acumuladas, não importa. A prole que tem, não importa. Competir aqui é uma arte secreta, uma incalculavel arte que não se realiza com facilidade ou então pode ser pego em anti-doping. Apaixonar-se não vale, foder é o que realmente importa.

Um comentário:

Alam Arezi disse...

Atenção:

Encontramos mais um 'Bukowiski'.

Vida longa a esse garoto e aos seus textos!!!

Abraço, fera.